Dádivas do momento!
Flores
sobre o divã
Por Akácia Ribeiro
Quem não se permitiu sentar em um banco, sofá,
cadeira, puf, ou mesmo no chão para refletir sobre um ato, às vezes impensado,
mas que depois de um pouco de suor, uma pequena exaustão, sentimentos
conturbados e respostas atrapalhadas, ponderou na melhor solução e mais um de
seus monstros esvaiu-se porta afora.
Assim percebo o que aprendi e onde deixei de
aprender; quando ignorei meus problemas, percebi que, fortemente armados, eles
caminhavam lado a lado comigo, até que eu tomasse coragem para enfrentá-los.
Aprendi que se vive uma vez, e essa, deve ser
aproveitada em todos os seus momentos, principalmente os de sono, pois são suas
boas noites que farão com que, no dia seguinte você tenha degustado um limão ou
uma limonada refrescante e açucarada.
Aprendi que pagar o mal com mal só me fazia
sofrer junto, que as pessoas trazem consigo seus defeitos, mas que podemos
amá-las e ajudá-las, e elas, nos auxiliar também, e assim viver em paz.
Aprendi que o tempo urge e cada vez que você desiste
de algo, a sensação de vazio é maior do que quando você decidiu enfrentar e
perdeu, ao menos você tentou alguma coisa.
Reaprendi que me amar faz toda a diferença para
amar o outro, e que as perdas de pessoas queridas durante meu curto percurso,
apesar de dilacerantes me ajudaram a crescer e compreender, que aqui vivemos um
ciclo, para aquela pessoa esse ciclo findou-se e outro há de ser iniciado, são
flores que já enfeitaram o jardim e contribuíram com o que lhes cabia e que
agora tiveram o descanso merecido, flores que adormecidas sobre o divã do
“Analista Maior” receberão um belo vaso, para então, continuarem a brilhar em
outros espaços.
Por fim, aprendi que perdoar faz diferença em
minha qualidade de vida, o perdão é realmente para os fortes, a falta de perdão
não é uma virtude, mas um problema relacionado ao nível de conhecimento e
abnegação que tenho sobre as coisas. Que a felicidade não é encontrada, mas
vivida, e que vívida ela nos remete a momentos cotidianos de alegria.
Nesses momentos em que se é possível sorrir com a
chuva, apreciar a primavera, aproveitar o verão, valorizar o frio para estar em aconchego
comendo bolinhos da receita antiga da mamãe, com cheiro de maçã, canela e café
quentinho.
Essa felicidade, dádiva de poucos, pois ainda há pessoas que valorizam
mais os momentos comprados pelo dinheiro, do que os momentos compartilhados com
quem se ama, com amigos, família, em nosso trabalho.
Em fim, a vida passa, silenciosamente,
saborosamente, terminalmente às 24 horas de um dia, e, sorrindo, o sol se abre
a cada manhã para que mais uma vez, tenhamos a oportunidade de aprender que,
humildade, respeito e sabedoria caminham lado a lado daqueles que vão viver
inesperadamente cada dia, e aprender com cada hora, e desejar cada minuto, pois
essa pessoa sabe que cada segundo faz toda a diferença para quem é feliz.
Um brinde ao que
torna um país consciente de sua cidadania, a educação!
Se gostou, compartilhe!
Grande abraço.
Akácia Ribeiro

Parece que foi feito para mim. Bjs
ResponderExcluirQue bom minha amiga, foi feito para você, para mim, para nós, sei o quanto é batalhadora! Tudo de bom! Abraço.
ResponderExcluirLindo texto! São palavras tão suas e tão nossas... A leitura gerou comoção e reflexão e sou grato por isso! Permissão pra compartilhar!!! :)
ResponderExcluirBoa tarde Carlos Eduardo, muito feliz com seu comentário, por compartilhamos dessas pequenas alegrias. Juntos somos sempre mais! E compartilhe sempre! Obrigada!
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