Qual é sua letra? M ou H?
Qual é o seu número?
Por Akácia Ribeiro
Qual é o seu número questiona a vendedora
afoita por vender?
Eu pergunto, qual é a sua letra? M ou H?
Pergunto por que volta e meia, a discussão
sobre o protagonismo feminino ronda minha porta, talvez porque eu acredite que
direitos são direitos e devam ser iguais a todos, sem distinção de raça, credo,
cor, gênero, etc.
Em uma de minhas aulas li um artigo de Ana
Paula Padrão, jornalista, que hoje comanda um programa de entretenimento, o
texto se intitula, “Meninas fora da escola”, e apresentam dados e comentários
acerca de uma realidade aviltante, o grande número de meninas que na atualidade
estão fora da escola, aumentando ainda mais os índices de analfabetismo
funcional, de subemprego, de falta de amor próprio, e perpetuam uma
discriminação que só é aceita por falta de conhecimento.
Querendo ou não, ainda são as mulheres que
educam seus filhos e Ana Paula cita esse fato, e argumenta o óbvio, mulheres
com nível de escolaridade maior educarão filhos e filhas com mais propensão à
leitura, ao desejo de aprender e de se instruir, do que uma que não teve o
mesmo acesso.
Mas, a minha indignação, o que me levou a
redigir o texto é que a autora escreveu o artigo em 2015 e já citava dados um
pouco mais antigos, no entanto, a realidade não parece ter mudado muito, as
meninas ainda se afastam da escola por motivos como: namoro, gravidez precoce, abusos,
ou simplesmente desistem por não encontrar um objetivo nos estudos, esse último
também se afere aos meninos.
Desses motivos, a gravidez precoce é o que mais
afastas nossas jovens meninas dos bancos escolares, pois como já citei, é a mãe
que arca com grande parte da educação, o pai, muitas vezes, fica relegado ao
papel de fazer, o que é um erro feminino, pois muitas puxam essa responsabilidade
somente para si e há HOMENS que querem participar.
A falta de instrução, do conhecimento de fato,
abusos, de acreditar num amor que só existe na cabeça delas, as empurra sem se
darem conta, a relacionamentos que só terão um fim.
Imersas em seus infortúnios, avançam em relações
que acreditam ser um conto de fadas e vedam seus ouvidos a quem quer que queira
alertá-las, depois se veem sozinhas para criarem “o fruto” de juras e amores “quase”
eternos, mas que dura o tempo do coito escondido e da excitação desenfreada de
ambos.
Pergunto qual é sua letra, porque se há
perpetuação de atitudes ainda machistas, onde pais preferem manter os meninos
na escola e manter as meninas em casa, onde meninas não podem estudar pelo
simples fato de serem meninas, é porque precisamos mais do H.
Precisamos de HOMENS com H maiúsculo, HOMENS
que caminhem conosco nessa batalha, e sei que existem, pois tenho um ao meu
lado, não é conto da carochinha não, e convivo com vários deles, pois sou
professora e por quase todas as escolas que passei encontrei HOMENS e não machos,
porque machos,
como costumo afirmar, “se só precisássemos de machos, compraríamos um
vibrador”.
Já que nos aproximamos do dia dos namorados,
nada como levantar a questão do companheirismo, da troca, do carinho mútuo, porque
HOMEM de verdade, não perpetua a desigualdade de acreditar que mulheres estão
abaixo, mas crê que, fisicamente somos sim diferentes, mas todos têm aptidões e
qualidades, somos semelhantes nesses quesitos, temos características diferentes
e é isso que nos torna humanos.
Um HOMEM de verdade caminha lado a lado, apoia,
auxilia e nós a eles, pois estamos no mesmo barco que é vida, não exerce a
força bruta sobre nós mulheres só porque se acha o machão.
Também precisamos de MULHERES DE VERDADE, pois ainda há mulheres machistas, e aí, contra essas é difícil lutar, pois
a desvalorização começa em si, e o que ela perpetua são suas próprias misérias.
Próximo a essa data, com origens curiosas que é
o dia dos namorados (discutiremos
depois), que tem seu cunho capitalista é claro, mas
que também tem o intuito de propagar a união entre os casais, que nossas jovens
mulheres escolham bem a sua letra, pois é ela que determina se um dia você
acordará com o olho roxo, e dirá a velha desculpa de que caiu da escada, bateu
na porta ou outra qualquer, e teremos que perguntar?
Essa porta
ou escada tinha um punho bem certeiro né?
Escolhas são escolhas, e querendo ou não
arcamos com todas elas, sua escolha do ontem determinará se Hoje Haverá choro
ou riso é você que escolhe!!!
Abraço!
Ótimo
fim de semana!!!

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