Aos outros, a você, a nós!
Aos outros
Por Akácia Ribeiro
Há que se propor esperança no desalento!
Quando se têm esgotadas as diversas
alternativas, não se esgotam as expectativas.
Sinta a brisa roçar de leve o rosto
sulcado, o mesmo vento que dissipa temores enraizava desalento.
Contemple com doçura o verde revelado, a
imensidão das colinas convida a liberdade de ser e estar. Ser para os outros
como um tear, fiando cada pedaço de desilusão amarga, tecendo cada lágrima de
medo enraizado.
As flores que se abrem resolutas inspiram
à batalha, colorem os olhos, que repletos de esplendor transmitem ao cérebro o
fio da esperança.
É possível ainda sonhar com a Justiça, que
mesmo cega tateia ao léu em busca de arrimo e mão amiga, estendida sobre o
manto cinza da indiferença, do soerguer das sobrancelhas, do sussurrar metódico
do descaso.
Embaixo da pompa irrisória, o aviltante
mundo da solidão, recoberto pelo ouro dos tolos, que acreditam que o status é a
benevolência dos céus, no entanto vocifera o manancial do inferno.
Não se é mais inocente, quando o discurso
proferido fora cunhado na empatia da razão. Não a razão condescendente dos
facínoras, mas a razão cunhada pelo não ser, o não saber, o não estar.
Peleja, aos outros. Ignomínia aos
outros. Violência, aos outros. Dor dos outros.
Assim caminha desvairada a humanidade,
crendo que quando a ferida só se revela aos outros se está livre.
Pensar no outro, é ir além dos sorrisos
asceticamente dissimulados.
É saber que o irmão que sangra patina no
mesmo sangue que você.
O rito de contrição humana, só se faz
humano, quando as máscaras da indiferença são sobrepujadas pela face iluminada
da solidariedade!
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Obrigada!
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